Mostrando postagens com marcador Prog Metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prog Metal. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de novembro de 2011

Review: Animal - Ah ... o nome já diz tudo!


Duas das bandas mais importantes para definir o que é o “rock pesado” foram o Deep Purple e o Led Zeppelin. Graças à mistura que fizeram com o rock, blues, rock progressivo e ainda distorcendo mais suas guitarras, mudaram a história da música para sempre. Muitas bandas seguiram essa linha, algumas pegaram apenas alguns elementos, outras adotaram o pacote completo e tudo isso sempre soou muito bem. Aqui no Brasil a banda que melhor segue essa linha de misturar hard rock, metal, blues e progressivo é o Dr. Sin, imagino que sejam unanimidade nesse quesito. O novo CD deles intitulado “Animal” faz jus a essa fama.



Mesmo tendo essa sonoridade ligada ao rock clássico, em seus 20 anos de carreira a banda variou muito sua sonoridade. Não é fácil, ainda mais aqui no Brasil, uma banda se manter com o status desses caras por tanto tempo. Bandas como Angra e Sepultura, referências do nosso metal, passam por momentos conturbados ultimamente. Mas o Dr. Sin, como sempre, continua lançando bons álbuns, um atrás do outro. Talvez pela variação e mistura de estilos eles não tenham tido seu momento “Big Shot”. Mas é raro ver uma banda tão respeitada, ainda mais em um país que não tem uma cultura de rock tão forte quanto na Europa ou nos EUA.

Falando mais especificamente do Animal, o CD é exatamente o que o seu título indica, é animal! É muito legal como eles conseguem misturar em um único riff, diversas ideias. É difícil definir se algumas músicas são metal ou hard rock. É um CD repleto de músicas rápidas e com muito ritmo, não dá pra ouvir o início das músicas sem ser cativado pelos riffs. Animal também tem suas baladas e mesmo nas músicas rapinas e curtas eles, muitas vezes, mantém o elemento progressivo, característico da banda.



Eu gostei de muitas músicas desse CD, esse tipo de música na fronteira entre heavy metal e hard rock sempre me cativou. Eu destaco aqui a “Faster than a Bullet” e a “Lady Lust”. Animal também tem (pelo menos) duas músicas bem peculiares. A “The King” é a melhor homenagem que o Dio poderia receber e é uma pena que ele não esteja vivo para ouvi-la. Poucas pessoas podem ter uma obra tão bela em sua homenagem. Já a “May The Force Be With You” foi uma decepção, pois, na minha opinião, ela destoa um pouco do álbum. Uma pena que o casamento entre Dr. Sin e Star Wars não rendeu todo seu potencial. Mas a sensação que fica, é que 2011 é realmente um ótimo ano para o heavy metal tupiniquim!


domingo, 9 de outubro de 2011

Review: Generation Why? - Apesar de confusa, a nova geração também sabe fazer heavy metal


O heavy metal é um universo independente há um bom tempo. Isso desde o seu começo controverso, passando pelo seu ápice comercial nos anos 80 e se mantendo firme até hoje. Há 20 anos figura como estilo de música alternativo e, mesmo assim, não dá mostra de decair. O que acaba caracterizando o estilo como um “universo” é que o heavy metal deixou de ser apenas um estilo, para virar um paradigma. Não dá para dizer que bandas como Dream Theater e Sepultura são do mesmo estilo, mesmo assim, é comum ver pessoas que gostam das duas bandas. Devido a essa grande diversidade do heavy metal e o seu grande número de fãs que entendem o paradigma, é possível “brincar” com os diversos estilos e criar pérolas musicais como o álbum “Generation Why?” do Diamond Plate e o seu Thrash Progressivo.



É até engraçado pensar em “thrash progressivo”, afinal a origem do thrash metal é muito ligada à música agressiva, clara e direta. Uma boa música de thrash metal vai te agradar pelo ritmo rápido e por sua sonoridade agressiva. O metal progressivo já é caracterizado pela sua virtuosidade e variância de temas e melodias.  Porém, a criatividade não vê barreiras, brincar com as regras é sempre uma ótima forma de manter a música viva. Não que o Diamond Plate tenha sido o primeiro a fazer isso, mas o equilíbrio entre os dois estilos é uma marca forte de “Generatio Why?”. Ouvir este CD é uma viagem entre melodias elaboradas em meio a belos riffs e vocais agressivos.

Além da qualidade musical, as letras são um show a parte. Generation Why? traz de forma interessante questões que permeiam os nossos tempos. As letras falam da brevidade da vida e das futilidades da sociedade. Combinam muito bem a crítica com a reflexão, da mesma forma que combinam bem os estilos. De forma alguma parece ser uma banda de garotos, como é, na realidade. 



Uma das músicas que me agradou foi a “Generation Why?”, que fala das contradições dos dias de hoje, da fuga da realidade da nossa geração que “teme o que pode ser, mas não se preocupa com o que tem sido”. Outra música que gosto muito é a “Fool’s Paradise” que crítica a ilusão que o passado justifica o presente. Resumindo, o CD é foda, não deixe de ouvir!

 

sábado, 13 de agosto de 2011

Review: Iconoclast - Onde Aço e Carne Colidem

Muita gente que gosta de Heavy Metal fica presa no passado, principalmente no que foi produzido nos anos 80. Mas têm muita coisa boa sendo feita hoje em dia. Neste post eu vou falar de um dos melhores álbuns lançados este ano: Iconoclast do Symphony X.



O principal mérito do CD é o seu equilíbrio. As composições são refinadas, Michael Romeo recheia todo o disco com riffs geniais e solos impressionantes. As melodias são muito bem elaboradas e o vocal de Russel Allen continua foda como sempre. As músicas são complexas, mas nem um pouco entediantes. Musicalmente, é uma verdadeira obra prima.

Mas eu vou dar uma atenção maior para as letras neste post. Não acredito que, para um CD ser bom, ele precise ter letras boas. Este CD do Symphony X se justifica só pela musicalidade, as letras são um bônus, mas um bônus sensacional.

Iconoclast é um álbum conceitual. Todas suas músicas seguem a mesma temática: máquinas tomando o controle de tudo. As músicas parecem estar ambientadas em um lugar onde, em algum momento, as máquinas começaram a pensar e ficaram mais poderosas que os homens. Elas, então, começaram a incorporar as pessoas no seu modo de vida, transformando as pessoas em máquinas também, retirando-lhes as suas imperfeições.

É assim que as letras são ambientadas, algumas apresentando essa situação, outras mostrando as suas consequências. Há um sentimento de resistência e luta no que sobrou na humanidade, mesmo parecendo que o domínio é irreversível. A coragem inclusive é ajudada pelo sentimento de que tudo já está perdido. O ódio e a angústia são sentimentos muito bem demonstrados em músicas como “dehumanized” e “Bastards of the machines”.



Na capa do CD vemos uma pessoa sendo reconstruída. O que mais me chamou a atenção foi a face da máquina que parece ser um símbolo quase sagrado. A face é formada a partir de outras duas faces humanas, valorizando o coletivo em relação ao individual. Como se a face do deus máquina fosse o conjunto de todas as faces, o que importa para as máquinas é o todo, não as partes! A principal luta dos rebeldes é se manterem como indivíduos.

Não deixe de ouvir este CD!