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sábado, 17 de setembro de 2011

Review: Forevermore - O Bom e Velho Whitesnake.

Desde quando eu comecei a me interessar por música, sempre que me perguntavam “que tipo de música você gosta?”, eu respondia o clássico “Heavy Metal e Hard Rock”. Ainda bem que ninguém me perguntava “Mas qual é a diferença?”, porque a resposta nunca foi fácil para mim. É difícil delimitar aonde começa um e acaba outro, tanto que muitas vezes eles se misturam para fazer um ótimo espetáculo como deve ter sido Whitesnake e Judas Priest juntos! (pelo menos foi na ultima vez que vieram)



Infelizmente não pude ir neste ultimo show deles em São Paulo, pois o ingresso do show do Blind Guardian de Curitiba já estava comprado a mais de seis meses, mas ouvindo o CD novo “Forevermore” do Whitesnake só posso imaginar que tenha sido fantástico. É incrível a capacidade que eles têm de manter a sonoridade da banda intacta e fazer álbuns empolgantes por tanto tempo. Músicas como “Love Will Set You Free” e “Steal Your Heart Away” merecem estar naquelas coletâneas que volta e meia essas bandas lançam para cumprir contrato com a gravadora.

É admirável ver a coragem que os caras do Whitesnake têm para andar nessa corda bamba que é lançar CDs novos durante tanto tempo sem se reinventar. Os fãs de Hard Rock (e os de Heavy Metal também) são sempre muito exigentes em relação a sonoridade de suas bandas favoritas. Da mesma forma que é difícil mudar a sonoridade e manter o público antigo, manter as características clássicas sem parecer uma caricatura do ápice da banda não é nada fácil. Whitesnake conseguiu em Forevermore, os fãs agradecem.



Tentando responder a questão do primeiro parágrafo, a resposta é simples, não há divisão. Nos EUA e no Canadá é tudo Heavy Metal, assim fica bem mais fácil. Hard Rock é para mim, desde que eu vi aquele documentário “A Headbanger’s Journey”, mais uma boa vertente de heavy metal e vai ser assim que esse blog tratará essa questão.



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Show, o grande espetáculo da Música!



Estamos em um período movimentado para quem gosta de um bom heavy metal, nesse começo de setembro teremos shows por todo o Brasil da turnê do Judas Priest com o Whitesnake e da turnê do Blind Guardian. Ultimamente temos tidos bons shows aqui pelo Brasil. Só para citar as bandas que vi este ano: Helloween, Stratovarius, Primal Fear, Symphony X e Black Label Society. E ainda tiveram várias outras bandas importantes do cenário internacional.

Ir a shows é um grande evento. Às vezes não nos damos conta, mas são poucos os momentos de nossa vida que equivalem a ir a um show de uma banda que somos fãs. Ir a um show é muito mais do que ir a uma casa de eventos ver músicos tocando suas músicas ao vivo. Ir a um show é o momento que resume nossa ligação com a música, é o momento que nos esquecemos da rotina, é o momento que escutamos não só com os ouvidos, mas com o corpo todo.


É engraçado perceber que todos evitamos lugares cheios e quentes o máximo possível, mas pagamos valores altíssimos para tentar ficar na grade em um show com milhares de pessoas. Também é interessante ver que evitamos pegar fila sempre que possível, mas passamos um bom tempo em uma fila de show cantando, bebendo e conversando, quase como se fosse agradável passar tanto tempo em pé. 

Eu sempre me perguntei por que será que vale tanto a pena ir a um show? Só recentemente eu entendi. É só no show que eu me sinto pleno em relação ao meu principal hobby. É quase como se todo tempo que eu passo ouvindo coisas novas, comprando CDs, lendo reviews e matérias, fosse para aproveitar aquele momento. Em um show todos nos sentimos pequenos em relação ao poder da música e o que ela gera na gente. Somos esmagados, pisados, empurrados e assim nos sentimos iguais a toda aquela multidão que se reuniu ali para celebrar a festa da música.

Reparem como a empolgação das pessoas na pista durante um show parece com a empolgação de fanáticos em um culto religioso. Em um show  perdemos por um momento a nossa individualidade e nos misturamos àquela horda de pessoas gritando e cantando. As músicas que ouvimos em um show soam diferentes, parecem sempre melhor do que lembrávamos. Queremos cantar todas as músicas, ficar o mais perto possível, transformar aquelas 2 horas em lembrança para a vida toda.



É por tudo isso que devemos aproveitar ao máximo esses momentos. Não sabemos até quando essa bolha de eventos internacionais vai continuar. Bandas que antes fechavam grandes festivais pelo mundo, agora tocam em pequenas casas de show na Europa. A recessão econômica e a péssima adaptação da indústria fonográfica aos novos meios de comunicação estão ameaçando a viabilidade de viver de heavy metal. Temos sorte de bandas viajarem milhares de quilômetros para tocar para apenas mil pessoas em casas médias aqui no Brasil. Não sei até quando esse modelo de negócio que deixa os ingressos tão caros vão atrair público.

Então aproveitem bem, um bom show (ou shows) para todos vocês!